Review | Vagabond #03 (Panini)




         Continuando com os reviews de mangás, hoje temos o terceiro volume de Vagabond. Ah, você pode conferir o review do volume anterior aqui




            A terceira edição começa com o monge Soho anunciando que, deste momento em diante, Shinmem Takezo deve morrer e um novo homem deve emergir em seu lugar, com toda uma jornada a frente. Mas, este novo homem não pode esquecer a vila Miyamoto, de onde veio. Então presenciamos a transformação de Shinmem Takezo em Miyamoto Musashi. Sobre isso, duas considerações. A primeira é que o Inoue soube trabalhar bem essa mudança. Não houve a necessidade de prolongar essa mudança em duas, três edições. Afinal, foi algo extremamente bem construído na segunda edição. Outra coisa interessante de se notar é que, entre os acontecimentos do primeiro volume até este, há uma transição de tempo. Já se passaram quatro santos. E agora, Miyamoto Musashi vai a Kyoto desafiar os maiores espadachins da época.
            Chegando lá, Takezo encontra as mais diversas reações. Afinal ele é um caipira maltrapilho portando uma espada de madeira. Como ele pode ousar ir ao Dojo Yoshioka desafiar os melhores e sobreviver? Mas é isso que ele fará. Antes de chegar ao dojo ele encontra - se com um jovem samurai, que mostra que Musashi não é rápido o suficiente.





            Enquanto Takezo dirige - se ao Dojo, descobrimos que Matahachi sobreviveu e também está em Kyoto, sobrevivendo como carregador de pedras. A Okoo, esposa dele, dirige uma "hospedagem",um eufemismo para "bordel". Vemos que Matahachi está arrependido. Ele trocou toda uma estabilidade na vila Miyamoto, com uma noiva,uma possibilidade de construir uma família, por uma jornada insana. Apostou todas as fichas... e perdeu. Mas, voltando ao que importa... Musashi chega ao dojo, e faz o desafio. E não é muito levado a sério. Mas, depois de derrubar cinco espadachins, os outros percebem que Musashi não é um caipira qualquer. Afinal, ele teve como mestre Shimnen Munisai, o único homem que conseguiu derrotar o mestre Yoshioka Kenpo, fundador do dojo.
 
       Depois de ter derrubado os cinco espadachins, finalmente o Yoshioka resolve levá - lo a sério. Afinal, se Musashi saísse do Dojo impune, isso mancharia a reputação do local. Os dois começam a trocar alguns golpes, mas são interrompidos pela chegada de alguém, o outro Yoshioka, que não é nada mais nada menos, do que o samurai com quem Takezo esbarra no início da edição. Apesar dele ser o herdeiro da tradição do dojo, e um espadachim respeitado, ele não quer lutar, apenas levar uma vida boêmia. Ele oferece um saquê da região do Nada para que ele desista da sua empreitada e vá embora. Musashi recusa, afirmando que jamais poderia desfrutar de um saquê daqueles. Aqui vale uma explicação sobre:  Nada é sim uma região no Japão. É uma região na prefeitura de Hyougo, em Kobe, cuja geografia facilitada pelo acesso marítimo, os extensos arrozais e uma região banhada por água mineral, tornaram a produção de saquê e cerveja famosos principalmente em Edo, com o xogunato.Até hoje funciona a produção de cervejas e saquê, sendo 'Nada') ainda uma das principais e reconhecidas regiões do Japão pela produção desta(mas, no plano comercial, tendo toda sua produção dividida com algumas empresas - e, algumas dentre estas, fadadas à produção quase artesanal dos mesmos). Uma dica que encontrei em um grupo de mangás no Facebook e que fez uma pequena falta na edição.








Yoshioka Seijuro volta então para o bordel, mas antes Musashi reconhece que ele é, sem dúvida, o melhor espadachim existente. Portanto, ele precisa vencê - lo. Junto de Yoshioka, um outro samurai, Gion Toji, reconhece a habilidade de Musashi e afirma que, caso ele sobreviva, deseja desafiá - lo para um duelo. Algo que com certeza veremos nos próximos volumes. Em outro plano, descobrimos que Matahachi infiltrou - se no Dojo e encontrou o depósito de saquê. Com a intenção de vingar - se, ele decide acabar com todo o estoque. Bebendo, claro.

Apesar do Toji desejar reencontrá - lo para lutar, o dojo não está tão simpático a ideia de deixá - lo vivo. Principalmente Yoshioka Deschiro, depois de saber das cinco mortes que o Musashi causou. Deschiro revela - se um oponente formidável. Ele conhece as emoções de Musashi apenas observando a maneira como ele empunha a espada. Talvez o duelo não acabasse de forma tão favorável ao Musashi. Mas então, um incêndio irrompe no dojo, causado por uma vela derrubada pelo Matahachi, o que faz com que o duelo seja interrompido. Deschiro promete que ainda irá reencontrar Musashi para poder matá - lo, e deixa - o ir. Musashi proclama - se como o mais forte e sai. O mangá termina com Matahachi reconhecendo Musashi, mesmo após todos esses anos. Algo me diz que o caminho desses dois ainda convergirá novamente...



Veredito:
Nesse volume, vemos o início da jornada de Musashi, para provar - se como o melhor espadachim. De certa forma,essa é uma nova "edição #1". Já de cara, somos apresentados aos personagens do Dojo Yoshioka, que com certeza voltarão a aparecer nas próximas edições. Então o jeito é ficar na espera, por mais batalhas épicas (Ou correr atrás das antigas edições da Conrad e matar esse suspense). Elogiar o roteiro e a arte do Inoue, acabam sendo meio que repetitivos. E nessa edição ele continua mantendo o padrão

Nota: 5/5Gostou do Review? Não gostou? Também tá acompanhando Vagabond pela Panini? Comenta aqui embaixo o que achou.
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