Review | O Rei do Inverno

Continuando com a maratona de Bernard Cornwell, proposta pelo Bravura Literária, segue o review do primeiro livro da trilogia "As Crônicas de Artur". Confere ai!

"O Rei do Inverno" conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Cornwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

O Rei Artur e seus cavaleiros, já ganharam inúmeras adaptações pela cultura pop. Filmes, seriados, quadrinhos. Tem coisa de qualidade no mínimo questionável, mas esse não é o caso dessa trilogia. Diferente das obras anteriores, o Cornwell situa a sua lenda na Bretanha do século V. O Império Romano do Ocidente já havia caído, mas a influência romana ainda sobrevivia, na estrutura de poder e na mentalidade da época. Ao mesmo tempo, os reinos bretões precisam lidar com a ameaça dos invasores saxões e o conflito entre os pagões e os cristãos, com sua religião externa que vem ganhando inúmeros adeptos e influência.






Na trama, acompanhamos as memórias de Derfel (a pronúncia é DerVel) , um saxão criado desde a infância na comunidade do druida Merlin, em Ynys Wyndryn. Após algum tempo, Merlin desaparece, na busca por algo que ajude a derrotar os saxões e expulsar o cristianismo da Bretanha. Após algum tempo, Derfel irá conhecer Artur, o Rei que nunca foi. Alguns personagens icônicos das lendas arturianas fazem suas aparições como Guinevere, Lancelot, Tristan e muitos outros. E junto com Derfel, novos personagens ganham destaque como Sagramor, um guerreiro númida veterano de várias batalhas com Artur. 

Veredito:

Quando tento falar bem de Bernard Cornwell, há sempre aquela sensação de que estou "chovendo no molhado". E em "O Rei do Inverno" não é diferente. O autor consegue apresentar o universo no qual as Crônicas de Artur se situam e imergir o leitor neste universo, em suas relações de poder e conflitos. Algo interessante a se destacar é que como a história é narrada sob a forma de memórias, de certa forma já sabemos o que irá ocorrer com Derfel, Artur e seus guerreiros. Mas ainda assim o Cornwell consegue incultir a necessidade de saber como se deram alguns eventos. Sem falar no ritmo intenso das batalhas, que conseguem fazer que quem lê se sinta na parede de escudos ao lado de Derfel Cadarn. Basicamente, "O Rei do Inverno" é imperdível.

Nota: 5/5

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