Review | Mad Max (1979)



Finalmente assisti o primeiro filme dessa franquia. Quer saber o que achei? É só conferir o review abaixo!
          Sempre mantive o pé atrás em relação a filmes cujo foco estão nas perseguições de carros ou em corridas.Ainda não vi todos os filmes da franquia Velozes e Furiosos, vi um e meio... e enjoei. Sério, acho extremamente raso. E olha que meu problema não está nas perseguições de carros, elemento constante dos blockbusters. Mas, o problema pra mim está em fazer disto o foco de uma franquia. Porém, quando ouvi falar de Mad Max, resolvi dar uma chance, começando pelo Estrada da Fúria. E gostei tanto do filme, que senti - me compelido a buscar assistir a franquia original.

         Se você, como eu, esteve em Marte nos últimos anos e não faz a mínima ideia do que se trata, aqui vai um breve resumo: O filme foca no Max Rockatansky, membro de uma força policial de uma Austrália a beira da anarquia total. O Estado torna - se incapaz de conter a onda constante de crimes causados pelas gangues de motoqueiros, preferindo investir em penas leves, como a captura dos veículos dos infratores. Quando Max, em uma patrulha, mata um membro de uma dessas gangues, ele acaba por atrair a fúria do Toecutter, líder da gangue.

         É possível afirmar que o primeiro filme da franquia foi uma aposta ousada que deu certo. Até a chegada de A Bruxa de Blair, o filme figurava o recorde de mais rentável, com um investimento raquítico de 300 mil dólares, que se refletem nos uniformes de couro repetidos, usados pelos figurantes, na estética quase simplista dos veículos (Se compararmos com os outros filmes) e com pouquíssimos figurantes. E no final, o filme rendeu a cifra de incríveis 100 milhões de dólares. Claro que ótimo retorno quase nunca é garantia de qualidade de filme. Mas Mad Max consegue ser exceção a isto. Até mesmo a caricaturização dos criminosos, que em qualquer outra franquia soaria estranha, faz sentido neste universo à beira da anarquia total. Novamente, temos o dilema de uma justiça incapaz de regenerar socialmente os criminosos e, de certa forma, contribuindo com a ultraviolência. Algo totalmente familiar pra quem já leu Laranja Mecânica.


Veredito:


       O primeiro filme dessa série foi lançado a mais de 35 anos atrás. E mesmo assim, continua bom. A distopia de George Miller com certeza passa na "regra dos 15 anos". Ainda não temos o contexto político de guerra mundial por controle de petróleo que leva a sociedade a um caos anárquico. Mas... já temos nuances dessa anarquia tomando controle da sociedade. Inclusive, acredito que esse filme permite uma série de discussões sobre o papel do Estado no combate à violência. Quem diria que é possível fazer um filme denso com perseguições de carros...

Nota: 4/5

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