Lista | Top 5: Bernard Cornwell





          Bernard Cornwell é, sem dúvida, um dos maiores autores de ficção histórica. Com uma lista de mais de trinta livros publicados (Grande parte já disponível nas livrarias e na internet). E como em julho vamos participar da leitura conjunta do autor (Mais informações aqui), aqui vai uma lista com cinco obras indispensáveis pra quem deseja se aventurar no universo do Cornwell.

5 - Waterloo




Por que é algo imperdível: O quinto lugar dessa lista é ocupado por um trabalho mais histórico do Cornwell. Neste livro, o autor realizou uma pesquisa exaustiva para tentar descrever cada momento da batalha de Waterloo, que terminou por derrotar Napoleão Bonaparte e exilá - lo na ilha de Santa Helena. Há a sensação de que o autor revirou cada carta, cada manuscrito da época para obter este trabalho, algo bastante comum nos livros dele. Um livro dele, ambientado na Primeira Guerra Mundial, seria uma boa...



4 - Azincourt


Por que é algo imperdível: Azincourt foi minha porta de entrada no universo do Cornwell. Neste livro, acompanhamos Nicholas Hook, um arqueiro inglês que foge para a França, para escapar de uma sentença de morte. Azincourt tem como pano de fundo a Guerra dos Cem Anos, um embate que foi decisivo na formação dos estados da França e da Inglaterra, no fim da Idade Média. Apesar de ter um ritmo mais lento, com a maioria das batalhas se passando em cercos à castelos, o livro possui momentos memoráveis.



3 - O Forte

Porque é algo imperdível: Esse livro tem como pano de fundo a Guerra da Independência dos Estados Unidos, na perspectiva de um regimento escocês que tem a missão de construir uma fortificação onde hoje é o estado do Maine. Só que o recém formado governo das treze colônias pretende impedir que isto ocorra e envia uma grande frota para "aprisionar, matar ou destruir toda a força do inimigo, tanto por mar quanto por terra". O Forte, em muitos aspectos, foge à visão tradicional da Guerra da Independência, com os americanos sendo apresentados como inexperientes e os britânicos, como soldados que precisam superar a inferioridade numérica e bélica. Há um momento em que o general McLean, chefe da expedição britânica, conversa com o comodoro Saltonstall, que é um dos melhores debates já realizados sobre os méritos de uma revolução. Alem disso, uma coisa interessante é que, entre os americanos, há um jovem estudante de Direito que está lendo Dos Delitos e das Penas, do italiano Cesare Beccaria, livro que, até hoje, permanece como indispensável na formação de todo jurista.



2 - Crônicas de Artur

Porque é algo imperdível: A série se passa na Britânia do século VI, que busca repelir as invasões dos saxões, após a queda do império Romano do Ocidente. Há, portanto um certo vácuo de poder. Nesses três livros, o autor buscou trazer uma versão histórica do Rei Artur, que no livro, não é um rei. Um aspecto interessante é o conflito entre o cristianismo e as religiões pagãs, que são uma constante nos três livros. Enquanto os cristãos afirmam que os saxões são uma espécie de punição divina pelos pagãos pecaminosos, estes retrucam que a Britânia somente se verá livre dos invasores após os Treze Tesouros serem reunidos. Há uma promessa de uma adaptação dos livros produzida pela HBO, então enquanto não sai... ler a série é uma boa ideia.



1 - Crônicas Saxônicas

Porque é algo imperdível: A série se passa na Grã - Bretanha do século IX, já no final da alta idade média e o início da baixa, com os tradicionais elementos do período feudal, como os feudos, com os reinos saxões resistindo à invasão viking - que no momento já está em um estágio avançado - e é narrada pelo Uthred, um saxão que tem um papel importante na resistência. A série já contabiliza nove livros (Sendo que, até o atual momento, oito já foram publicados aqui) com mais um a caminho, e uma adaptação para a tv, com uma temporada já disponível, ,portanto há a possibilidade de acompanhar o trabalho do autor. Diferente das crônicas de Artur, que se limitam geograficamente à Britânia, o universo das aventuras de Uthred são bem maiores, com mais localidades. Além disso, um dos protagonistas, o Rei Alfredo é um dos responsáveis pela consolidação do Direito na sociedade saxã da época,  por compilar um código de leis e buscar uma aplicação destas.  E as paredes de escudos são magistrais. 



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