Review | Vagabond #02 (Panini)




Continuando o review de Vagabond, hoje partimos pra segunda edição. Ah, você pode conferir o review do primeiro volume aqui

  A edição começa exatamente de onde a anterior parou, com Takezo cercado pelos homens do Comandante Aoki. Mas não sem antes apresentar a reação de Otsu, noiva de Matahachi Honi'nden, ao descobrir que seu noivo a abandonou para fugir com Okoo. Mas, voltando ao que importa: Algo bem interessante de se notar é como o Takehiko Inoue conseguiu esboçar a reação dos soldados com maestria. Sim, eles conhecem o Takezo. Sabem da sua perícia com a espada e a sua ferocidade está visível. Mas mesmo assim, devem capturar o homem. Sério, cadê o sindicato nessas horas?

  Enquanto a luta se desenrola, o Comandante Aoki aparece admirando o estilo de luta de Takezo. Ele fala que Takezo, em combate mata sem hesitar. Mas, quando se deparar com a morte inevitável, seu olhar congelará de medo. Enquanto isso, Takezo termina de lidar com o remansecente dos soldados de Aoki e está frente a frente com ele. Seu olhar? Não é de medo. É o de uma fera. Takezo prepara - se para fugir, quando é abordado por Matsu, outro ancião da vila. Ele diz que Takezo comporta - se como um demônio e envergonha a vila. Isso é uma constante, desde a edição anterior: Os moradores da vila de onde Takezo cresceu, não o veem com bons olhos. Todos o veem como um animal. E, apesar dele aparentar gostar desse tratamento, veremos no decorrer dessa edição que não é bem assim. Mas, Takezo consegue quebrar o bloqueio e foge para as montanhas. No caminho, ele se depara com um monge misterioso. O monge comenta que, apesar de Takezo parecer dos grandes... ele é fraco. Fraco que disfarça seu medo das pessoas com uma postura agressiva. Mesmo assim, deixa ele ir.



Como não conseguiu capturar o Takezo, o comandante Aoki destaca todos os moradores da vila de Miyamoto em uma caçada ao "demônio maldito". Então, o monge vai ao encontro do comandante para reclamar do mérito da caçada. Nesse momento, descobrimos que o monge é ninguém mais que Takuan Soho, alguém que goza de certo prestígio com a nobreza da época. Soho diz que Aoki é incapaz de capturar Takezo. Este retruca que a busca é necessária para manter a ordem na vila. Então Soho diz que, como a caçada é tão importante assim, ao ponto de inocentes serem arrancados de seus afazeres para correr um risco tão grande, Otsu deverá ir atrás de Takezo. Ela tem uma vantagem: é amiga de infância dele (Se é que o Takezo teve amigos de infância). Enquanto isso, temos uma luta épica entre Takezo e Tsujikaze Kouei, que busca vingança por Takezo ter matado seu irmão, algo que Kouei intentava fazer. Apesar de Takezo estar ferido e cansado, ainda assim consegue vencer Kouei e só não o mata porque é interrompido por alguns moradores do vilarejo.




Soho vai então para a floresta caçar Takezo. Sua estratégia? Um cozido de batatas. Enquanto tem uma conversa com Otsu (Seguido por um momento constrangedor, com direito a peidos do Soho), Takezo se aproxima, exausto e faminto e cai, inconsciente. Ele é amarrado e levado para a vila. Quem diria que o grande espadachim seria derrotado desse jeito...

Takezo então, amarrado a uma árvore, sobrevive graças às chuvas da primavera que já estão caindo. Enquanto os dias passam, temos diversos flashbacks do Takezo. Neste momento, o personagem adquire uma profundidade sem igual. Vemos que a imagem de "demônio maldito" é na verdade um subterfúgio para esconder uma série de traumas de infância. O motivo de Takezo querer ser o melhor espadachim é para que ninguém mais possa feri - lo. É claro que, enquanto Takezo está preso, Obaba  vai diariamente checar se ele está morto... e tirar sarro dele.



Tsujikaje aparece novamente, querendo uma revanche, mas é surpreendido por Soho. Ele foge, mas antes corta a corda de Takezo, que cai e é dado como morto. Entretanto, vemos que, na verdade, Takezo foi levado para fora da vila, graças ao Soho. Neste momento, temos o ápice da arte do Inoue. Sério, é o tipo de coisa que dá vontade de emoldurar, dada a grandeza da arte.




Temos um diálogo entre o monge Soho é Takezo. Novamente, este pede para que o monge o mate. Soho afirma que é lá que Takezo morrerá, entretanto recusa - se a matar o espadachim, forçando - o a questionar-se sobre a maneira em que este conduziu sua vida. Será que valeu mesmo a pena matar todas aquelas pessoas? Ser o Ashura, o demônio sanguinário? Será que depois de tudo aquilo, Takezo ainda merece viver? O mangá termina com Soho cortando as cordas que prendiam o Takezo e mostrando que, como ele conheceu a escuridão interior, agora poderá reconhecer a luz. Este momento em si é brilhante. Não foram apenas as cordas visíveis que foram cortadas. O passado, a arrogância que cobria o Takezo, o estigma de ser reconhecido como Ashura pela vila. Tudo foi cortado. Takezo é um novo homem e sua jornada está apenas começando...



Veredito:

O segundo volume de Vagabond conseguiu e muito superar o primeiro. Tanto na arte, quanto no desenvolvimento do protagonista. Inúmeras possibilidades foram abertas para Takezo. A edição da Panini tambem não fica atrás (Com direito a pôster de brinde que, com certeza vai pra parede do quarto aqui)

Nota: 5/5

Gostou do Review? Não gostou? Também tá acompanhando Vagabond pela Panini? Comenta aqui embaixo o que achou.


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